segunda-feira, 21 de abril de 2014

Pensamento Social Espírita: Alysson Leandro Mascaro


Cristianismo Libertador

Autor: Alysson Leandro Mascaro
Cristianismo Libertador é uma contribuição marcante para o pensamento social espírita, na trilha de Allan Kardec, Léon Denis e J. Herculano Pires.
O texto denso, erudito e apaixonado de Alysson Leandro Mascaro quer apalpar o cristianismo do Cristo, na releitura espírita - o cristianismo preocupado com os oprimidos, engajado na transformação da sociedade humana, empenhado em estabelecer o Reino de justiça e fraternidade neste mundo.
Num momento de grandes perplexidades sociais e crise de valores, de apatia das consciências e necessidade de novos rumos para a humanidade, esta obra é uma oportunidade importante de debate crítico e corajoso.
Prefaciada por Dora Incontri, é indispensável para aqueles que refletem sobre o Espiritismo e para aqueles que desejam conhecer uma de suas facetas mais luminosas.
MASCARO, Alysson Leandro. Cristianismo Libertador. São Paulo: Editora Comenius, 2002.


Título: Estado e forma política
Autor(a): Alysson Leandro Mascaro
Prefácio: /Quarta capa: Slavoj Žižek
Páginas: 136
Ano de publicação: 2013
ISBN: 978-85-7559-324-0
http://boitempoeditorial.com.br/livro_completo.php?isbn=978-85-7559-324-0 
Estado e forma política, do jurista e filósofo do direito Alysson Leandro Mascaro, modifica o estudo da teoria do Estado e da ciência política. A opinião é de Slavoj Žižek, convidado a escrever o texto de quarta capa, e que se surpreendeu com o que considera como “simplesmente a obra mais importante do pensamento político marxista nas últimas décadas”. 
Mascaro, professor da Universidade de São Paulo e do Mackenzie, rompe com as visões que dominam a leitura sobre o Estado e a política na atualidade e estabelece um campo original de análise científica. Ele sustenta sua análise do Estado nas categorias fundamentais da reprodução capitalista, como a mercadoria. “Marx disse que o segredo da mercadoria não reside em algum conteúdo escondido sob sua forma, mas em sua própria forma. O livro de Mascaro foca-se precisamente nesta dimensão crucial. É um trabalho que fornece a estrutura conceitual básica para lidar com o assunto Estado. Um trabalho histórico que mudará todo o seu campo de estudo e estabelecerá seus próprios padrões!”, conclui Žižek. 
A inovadora investigação de Mascaro pode ser considerada a mais avançada reflexão sobre o Estado produzida no Brasil. O estudo representa um deslocamento da teoria política, fazendo-a girar não em torno de suas instituições, definições jurídicas ou análises sobre as disputas em torno do poder estatal, mas sim a partir das formas sociais do capitalismo. Para tanto, Mascaro incorpora diretamente o pensamento de Marx e a tradição teórica sobre o Estado, incluindo as pesquisas mais recentes sobre o tema, empreendidas no mundo, nas últimas décadas, por variados pensadores marxistas e críticos. 

Mascaro afirma que um entendimento mais profundo do Estado e da política, exigido pela urgência da atual conjuntura, só é possível mediante uma análise de sua posição relacional, estrutural, histórica, dinâmica e contraditória no todo da reprodução social. É, portanto, com a perspectiva da totalidade, própria da tradição marxista, que lança as bases para um projeto emancipatório, em que a forma política só pode ser compreendida como derivação da forma mercadoria, que se instaura no capitalismo. 

É também a partir dessa perspectiva que o jurista resgata conceitos-chave da análise do Estado, “autonomia relativa do Estado”, “derivação da forma política estatal” e “luta de classes”. O livro tem uma preocupação didática, que torna acessível conceitos complexos, como “Estado, nação, sociedade e indivíduo” ou “Estado, cidadania e democracia”. Estado e forma política se torna, assim, um notável sistematizador do conhecimento, lastreado na elegância de estilo e na clareza características do autor. 

A investigação também explicita como a teoria do Estado se revela diante dos conflitos recentes, gerados pelos impasses da economia política global. Para Mascaro, as múltiplas crises do modo de produção capitalista não permitem identificar uma mesma resposta política, tampouco um mesmo padrão de superação ou retomada econômica. Mas se vê no Estado um fator comum na busca por soluções, ainda que, quase sempre, não se entenda sua natureza estrutural capitalista. “Em momentos de crise, toda sociedade se volta para o Estado para que a salve de suas próprias contradições”. Mascaro acredita que somente futuras dinâmicas que sejam necessariamente socialistas podem ensejar arranjos sociais inovadores, não fundados na concorrência e nos antagonismos de classes, grupos e indivíduos. “O capitalismo é crise”, sentencia. 

Trecho do livro 

“A compreensão do Estado só pode se fundar na crítica da economia política capitalista, lastreada necessariamente na totalidade social. Não na ideologia do bem comum ou da ordem nem do louvor ao dado, mas no seio das explorações, das dominações e das crises da reprodução do capital é que se vislumbra a verdade da política. (...) Nesse sentido, deve-se entender o Estado não como um aparato neutro à disposição da burguesia, para que, nele, ela exerça o poder. É preciso compreender na dinâmica das próprias relações capitalistas a razão de ser estrutural do Estado. Somente é possível a pulverização de sujeitos de direito com um aparato político, que lhes seja imediatamente estranho, garantindo e sustentando sua dinâmica. Por isso, o Estado não é um poder neutro e a princípio indiferente que foi acoplado por acaso à exploração empreendida pelos burgueses. O Estado é um derivado necessário da própria reprodução capitalista; estas relações ensejam sua constituição ou sua formação. Sendo estranho a cada burguês e a cada trabalhador explorado, individualmente tomados, é, ao mesmo tempo, elemento necessário de sua constituição e da reprodução de suas relações sociais. (...) O capitalismo é crise. Permeado pelas formas sociais, econômicas, políticas, jurídicas e ideológicas que lhe constituem estruturalmente, o desenvolvimento do capitalismo não pode transcender ao que porta – exploração e dominação. Preside o concerto da totalidade da sociabilidade capitalista uma longa e contraditória política da mercadoria.” 

Sobre o autor 

Alysson Leandro Mascaro, jurista e filósofo do direito brasileiro, nasceu na cidade de Catanduva (SP), em 1976. É doutor e livre-docente em Filosofia e Teoria Geral do Direito pela Universidade de São Paulo (Largo São Francisco/USP). É professor da tradicional Faculdade de Direito da USP e da Pós-Graduação em Direito da Universidade Presbiteriana Mackenzie, além de fundador e professor emérito de muitas instituições de ensino superior. Mascaro escreveu, dentre outros livros, Filosofia do direito e introdução ao estudo do direito, pela Editora Atlas, e Utopia e direito: Ernst Bloch e a ontologia jurídica da utopia, pela Editora Quartier Latin. É o prefaciador da edição brasileira de Em defesa das causas perdidas, de Slavoj Žižek, publicado pela Boitempo.



Página em homenagem ao professor Alysson Leandro Mascaro
https://www.facebook.com/alysson.mascaro 
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Direitos Humanos e Espiritismo: Eduardo Valério


Eduardo Valério
Expositor espírita
Vice-Presidente de Eventos da AJE-SP
Membro do Ministério Público do Estado de São Paulo – Promotor de Justiça de Direitos Humanos de São Paulo



Maurice Lachâtre: espírita e anarquista: François Gaudin

O pesquisador francês François Gaudin descobriu recentemente documentos ainda inéditos, revelando a parceria de Kardec com o amigo Maurice Lachâtre, conhecido socialista de tendência anarquista e editor das obras de Marx, em fascículos populares. Ambos tiveram um projeto economicamente fracassado da fundação de um banco popular, possivelmente nos moldes do que queriam os socialistas pré-marxianos e os anarquistas como Proudhon.

O sucessor de Kardec, que liderou o movimento espírita francês até depois da Primeira Guerra Mundial, foi Léon Denis, um operário de Tours, autodidata, amigo e companheiro de Jean Jaurès, socialista espiritualista. Denis escreveu a obra Socialismo e Espiritismo, um clássico da literatura social espírita. Nesta obra, Denis relata seu profundo envolvimento com o movimento operário francês, e os conflitos entre um socialismo materialista e um socialismo espiritualista, quando da sua participação de um ciclo de conferências na Bélgica, com Volders e Oskar Beck. Volders organizou o Congresso Socialista Internacional em Bruxelas, em1891. (Ver DENIS, 1987:38)[1]



[1] Comenta Denis, já no fim da vida: “…sempre guardei contato com as classes trabalhadoras, partilhei de seus cuidados, suas aspirações para o progresso. Tornei-me muito interessado no movimento cooperativo e, por muito tempo, recebi, a título gracioso, os livros de um grupo de operários cordooeiros reunidos em um empreendimento comum.” (DENIS, 1997:36).

O trecho acima foi extraído do seguinte texto:

Socialismo e Espiritismo, aproximações dialéticas
Dora Incontri e Alessandro Cesar Bigheto
Página 2/5
pedagogiaespirita.org.br/tiki-download_file.php?fileId=37




Maurice Lachatre - Instituto

www.lachatre.org.br/maurice_lachatre.php‎



ENTUSIASMADO DIVULGADOR das ideias que esposava, o editor-escritor Maurice Lachâtre faz, em O espiritismo, uma nova filosofia, excelente apresentação dos princípios básicos do espiritismo. O homem que lutou todas as revoluções do século 19 se coloca, nesta obra, ao lado da mais importante revolução religiosa do século.


http://www.lachatre.com.br/loja/o-espiritismo-uma-nova-filosofia.html 

Ciência da Totalidade: descrição e objetivos do blog

Ciência da Totalidade: estudo da percepção do pertencimento a um TODO [1] imanente [2] e transcendente [3] que acompanha a Humanidade desde as cavernas dos Neandertais [4]. E que induz à uma visão fraterna e orgânica sobre tudo o que existe, por passarmos a nos ver como componentes ou partes deste TODO (assim pode-se encarar tudo que existe (incluindo os Seres Vivos), como algo análogo a um [Átomo / Fóton-Quantum / Neurônio] contribuinte e dependente do bom funcionamento deste TODO). 

Em Português, pode-se denominar este estudo como Ciência do Espírito, sendo uma de suas vertentes o movimento iniciado pelo educador e pesquisador Allan Kardec [6] (um homem fruto do Iluminismo [7] – e, portanto, um cientista (que, em seus estudos, guia-se pela RAZÃO e não pela FÉ) - sem orientação religiosa definida, já que discípulo de Pestallozzi [7] (que advogava que as crianças deviam aprender com a Natureza (Fatos) e nunca ser condicionadas por uma Religião (Crenças) em sua formação educacional. Pestallozzi, que por sua vez, foi discípulo de Rousseau [8])

A criação deste blog busca continuar, depois do término, o Congresso de Educação, Espiritualidade e Transformação Social,  transformando-o em um "WIKI Congresso" para contribuições e propagação continuas. Para tal serão postadas aqui referências à todas as apresentações ocorridas durante este evento ocorrido entre 17 a 20 de abril de 2014, no Centro de Convenções Rebouças – SP.



Na Internet:




[1] TODO
Que também pode ser nomeado de COSMOS, VIDA, SAGRADO (sem as conotações dogmáticas ou misticas agregadas ao termo pelas diversas tradições religiosas) e TEIA DA VIDA [5]

[2] I.ma.nen.te
  1. que existe sempre em dado objeto, inseparável dele; inerente

[3] Trans.cen.den.te

trans.cen.der
  1. ir além de
[4] Homem de Neandertal

O homem de Neandertal (Homo neanderthalensis) é uma espécie extinta, fóssil, do gênero Homo que habitou a Europa e partes do oeste da Ásia, desde cerca de 300.000 anos atrás até aproximadamente 29 000 anos atrás (Paleolítico Médio e Paleolítico Inferior, no Pleistoceno ), tendo coexistido com os Homo sapiens. Alguns autores, no entanto, consideram os homens-de-neandertal e os humanos subespécies do Homo sapiens (nesse caso, Homo sapiens neanderthalensis e Homo sapiens sapiens, respectivamente).

Esteve na origem de uma rica cultura material designada como cultura musteriense, além de alguns autores lhe atribuírem a origem de muitas das preocupações estéticas e espirituais do homem moderno, como se poderá entender a partir das características das suassepulturas. Depois de um difícil reconhecimento por parte dos académicos, o homem de Neandertal tem sido descrito no imaginário popular de forma negativa em comparação com o Homo sapiens, sendo apresentado como um ser simiesco, grosseiro e pouco inteligente. Era, de facto, de uma maior robustez física e o seu cérebro era, em média, ligeiramente mais volumoso. Progressos relativos a arqueologia pré-histórica e da paleoantropologia depois da década de 1960 têm revelado um ser de uma grande riqueza cultural3 , ainda que seja, provavelmente, sobrestimada por alguns autores. Muitas questões, contudo, permanecem sem resposta, principalmente as relacionadas com a sua extinção.

[5] A Teia da Vida

A Teia da Vida (no original, The Web of Life: A New Scientific Understanding of Living Systems (Uma Nova Compreensão Científica dos Sistemas Vivos)) é um livro de ecologia escrito por Fritjof Capra em 1996, lançado pela editora Cultrix. O livro propõe a visão de uma interligação ecológica de todos os eventos que ocorrem na Terra.

[6] Allan Kardec
Hippolyte Léon Denizard Rivail (Lyon, 3 de outubro de 1804 — Paris , 31 de março de 1869 ) foi um educador, autor e tradutor francês. Sob o pseudônimo de Allan Kardec, notabilizou-se como o codificador nota 1 do Espiritismo (neologismo por ele criado), também denominado de Doutrina Espírita . Foi um pioneiro na pesquisa científica sobre fenômenos paranormais (mais notoriamente a mediunidade ), assuntos que antes costumavam ser considerados inadequados para uma investigação do tipo.

Adotou o seu pseudônimo a fim de diferenciar a Codificação Espírita em relação aos seus anteriores trabalhos pedagógicos.

[7] Iluminismo

O Iluminismo, também conhecido como Século das Luzes e como Ilustração foi um movimento cultural  da elite  intelectual  europeia do século XVIII que procurou mobilizar o poder da razão, a fim de reformar a sociedade  e o conhecimento herdado da tradição medieval. Promoveu o intercâmbio intelectual e foi contra a intolerância e os abusos da Igreja  e do Estado. 

Originário do período compreendido entre os anos de 1650 e 1700, o Iluminismo foi despertado pelos filósofos Baruch Spinoza  (1632-1677), John Locke  (1632-1704), Pierre Bayle (1647-1706) e pelo matemático Isaac Newton  (1643-1727). Príncipes reinantes, muitas vezes apoiaram e fomentaram figuras do Iluminismo e até mesmo tentaram aplicar as suas ideias ao governo . O Iluminismo floresceu até cerca de 1790-1800, após o qual a ênfase na razão deu lugar ao ênfase do romantismo  na emoção e um movimento contrailuminista ganhou força.


[7] Pestallozzi

Johann Heinrich Pestalozzi (Zurique , 12 de janeiro  de 1746  — Brugg , 17 de fevereiro  de 1827 ) foi um pedagogista  suíço  e educador pioneiro da reforma educacional.

Seu pai morreu quando ainda era criança, foi criado pela mãe, sua família empobreceu. As dificuldades para sobreviver fortaleceram sua alma ainda na infância. Ele conheceu de perto o preconceito  social e teve de lutar muito para se tornar conhecido numa sociedade dividida entre nobres e plebeus e entre ricos e pobres. Durante esse período recebeu orientação religiosa protestante, mas considerava-se sempre um cristão , sem defender qualquer religião.

Após a leitura do Emílio, de Rousseau. Pestalozzi foi influenciado pelo movimento naturalista e tornou-se um revolucionário, juntando-se aos que criticavam a situação política do país.

Na Universidade de Zurique associa-se ao poeta Lavater num grupo de reformistas. Gastou parte de sua juventude nas lutas políticas mas, em 1781, com a morte do amigo e político Bluntschli, abandonou o partido para dedicar-se à causa da educação.

[8] Jean-Jacques Rousseau

Jean-Jacques Rousseau (também conhecido como J.J. Rousseau ou simplesmente Rousseau) (Genebra , 28 de Junho de 1712 — Ermenonville , 2 de Julho de 1778 ) foi um importante filósofo, teórico político, escritor e compositor autodidata suíço. É considerado um dos principais filósofos do iluminismo e um precursor do romantismo .

Para ele, as instituições educativas corrompem o homem e tiram-lhe a liberdade. Para a criação de um novo homem e de uma nova sociedade, seria preciso educar a criança de acordo com a Natureza, desenvolvendo progressivamente seus sentidos e a razão com vistas à liberdade e à capacidade de julgar.