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domingo, 8 de junho de 2014

É urgente rever o “Igrejismo” dos Centros Espíritas - fruto do “rebanhismo católico” do povo brasileiro

É urgente rever o “Igrejismo” dos Centros Espíritas - fruto do “rebanhismo católico” do povo brasileiro (que também afetou a organização dos grupos protestantes no Brasil - a Reforma pretendia o conhecimento dos ensinamentos cristãos, pela Razão, sem intermediários).

Conhecimentos cristãos deturpados pela “hierarquia da fé” da Igreja Romana (a cooptação dos movimentos cristãos, pelo Império dos Césares)

O movimento espírita daqui também foi capturado por esta “hierarquia da fé” representada pelos “funcionários” dos Centros Espíritas que não alcançaram o status de FACILITADORES e PROMOTORES do ESTUDO e da PESQUISA, visando manter vivo o Espiritismo como o diálogo fecundo entre Ciência, Filosofia e Espiritualidade, na exploração científica do fenômeno da espiritualidade humana - que está na raiz de todos os sistemas de reflexão sobre o sagrado - sistematicamente capturados pelas religiões a serviço dos poderes das sociedades.


Ciência da Totalidade: descrição e objetivos do blog

Ciência da Totalidade: estudo da percepção do pertencimento a um TODO [1]imanente [2] e transcendente [3] que acompanha a Humanidade desde as cavernas dos Neandertais [4]. E que induz à uma visão fraterna e orgânica sobre tudo o que existe, por passarmos a nos ver como componentes ou partes deste TODO (assim pode-se encarar tudo que existe (incluindo os Seres Vivos), como algo análogo a um [Átomo / Fóton-Quantum / Neurônio] contribuinte e dependente do bom funcionamento deste TODO). 

Em Português, pode-se denominar este estudo como Ciência do Espírito, sendo uma de suas vertentes o movimento iniciado pelo educador e pesquisador Allan Kardec [6] (um homem fruto do Iluminismo [7] – e, portanto, um cientista (que, em seus estudos, guia-se pela RAZÃO e não pela FÉ) - sem orientação religiosa definida, já que discípulo de Pestallozzi [7] (que advogava que as crianças deviam aprender com a Natureza (Fatos) e nunca ser condicionadas por uma Religião (Crenças) em sua formação educacional. Pestallozzi, que por sua vez, foi discípulo de Rousseau [8])

(...) 


Reflexões sobre o Centro Espírita
http://www.oespiritismo.com.br/textos/ver.php?id1=375

Autor: J. Herculano Pires

(...)


Temos no Brasil – e isso é um consenso universal – o maior, mais ativo e produtivo movimento espírita do planeta. A expansão do Espiritismo em nossa terra é incessante e prossegue em ritmo acelerado. Mas o que fazemos, em todo este vasto continente espírita, é um imenso esforço de igrejificar o Espiritismo, de emparelhá-lo com as religiões decadentes e ultrapassadas, formando por toda parte núcleos místicos e, portanto fanáticos, desligados da realidade imediata. Dizia o Dr. Souza Ribeiro, de Campinas, nos últimos tempos de sua vida de lutas espíritas: "Não compareço a reuniões de espíritas rezadores! "E tinha razão, porque nessas reuniões ele só encontrava turba dos pedintes, suplicando ao Céu ajuda.

Ninguém estava ali para aprender a Doutrina, para romper a malha de teia de aranha do igrejismo piedoso e choramingas. A domesticação católica e protestante criara em nossa gente uma mentalidade de rebanho. O Centro Espírita tornou-se uma espécie de sacristia leiga em que padres e madres ignorantes indicavam aos pedintes o caminho do Céu. A caridade esmoler, fácil e barata, substituiu as gordas e faustosas doações à Igreja. Deus barateara a entrada a entrada do Céu, e até mesmo os intelectuais que se aproximam do Espiritismo e que tem o senso crítico, se transformam em penitentes. Associações espíritas, promissoramente organizadas, logo se transformam em grupos de rezadores pedinchões. O carimbo da igreja marcou fundo a nossa mentalidade em penúria. Mais do que subnutrição do povo, com seu cortejo trágico de endemias devastadoras, o igrejismo salvacionista depauperou a inteligência popular, com seu cortejo de carreirismo político – religioso, idolatria mediúnica, misticismo larvar, o que é pior, aparecimento de uma classe dirigente de supostos missionários e mestres farisaicos, estufados de vaidade e arrogância. São os guardiães dos apriscos do templo, instruídos para rejeitar os animais sacrificiais impuros, exigindo dos beatos a compra de oferendas puras nos apriscos sacerdotais. Essa tendência mística popular, carregada de superstições seculares, favorece a proliferação de pregadores santificados, padres vieiras sem estalo, tribunos de voz empostada e gesticulação ensaiada. Toda essa carga morta esmaga o nosso movimento doutrinário e abre as suas portas para a infestação do sincretismo religioso afro-brasileiro, em que os deuses ingênuos da selva africana e das nossas selvas superam e absorvem o antigo e cansado deus cristão.

Não há clima para o desenvolvimento da Cultura Espírita. As grandes instituições Espíritas Brasileiras e as Federações Estaduais investem-se por vontade própria de autoridade que não possuem nem podem possuir, marcadas que estão por desvios doutrinários graves, como no caso do roustainguismo da FEB e das pretensões retrógradas de grupelhos ignorantes de adulterados. Teve razões de sobra André Dumas, do Espiritismo Francês, em denunciar recentemente, em entrevista à revista Manchete, a situação católica e na verdade de anti-espírita do Movimento Espírita brasileiro. A domesticação clerical dos espíritas ameaça desfibrar todo o nosso povo, que por sua formação igrejeira tende a um tipo de alienação esquizofrênica que o Espiritismo sempre combateu, desde a proclamação de fé racional contra a fé cega e incoerente, submissa e farisaica das pregações igrejeiras.

Jesus ensinou a orar e vigiar, recomendou o amor e a bondade, pregou a humanidade, mas jamais aconselhou a viver de orações e lamúrias, santidade fingida, disfarçada em vãs aparências de humildade, que são sempre desmentidas pelas ambições e a arrogância incontroláveis do homem terreno.

Para restabelecermos a verdade espírita entre nós e reconduzirmos o nosso movimento a uma posição doutrinária digna e coerente, é preciso compreender que a Doutrina Espírita é um chamado viril à dignidade humana, à consciência do homem para deveres e compromissos no plano social e no plano espiritual, ambos conjugados em face das exigências da lei superior da Evolução Humana. Só nos aproximaremos da angelitude, o plano superior da Espiritualidade, depois de nos havermos tornado Homens.

(...)

Kardec Está Ultrapassado

Titulo adaptado por Francisco Amado

(...)

Se os livros de Jean Baptiste Roustaing tivessem ficado na França, possivelmente logo teriam desaparecido. Mas eles vieram parar no Brasil e, por meio de uma série de acontecimentos ligados ao nascimento do Movimento Espírita, tornaram-se o próprio espírito do sistema.

Tudo começou na gênese da Federação Espírita Brasileira - FEB. Quando os primeiros grupos espíritas estavam se formando, alguns deles já possuíam as obras de J. B. Roustaing. Numa sessão histórica, ocorrida em fevereiro de 1889 na Sociedade Espírita Fraternidade, no Rio de Janeiro, o médium Frederico Pereira da Silva recebeu uma mensagem que fora assinada pelo Espírito do próprio Codificador. Dentre outras incoerências ditadas pela entidade, o suposto Allan Kardec dizia que um Espírito chamado Ismael iria guiar o Movimento Espírita Brasileiro.

Iniciavam-se assim, as distorções no sistema espírita nascente. A metodologia kardequiana e as instruções de Allan Kardec para estruturarem o Movimento Espírita começavam a ser deixadas de lado. O comando do movimento seria passado a uma entidade e, no lado material, sua direção estaria entregue a uma só casa espírita, que assumiu o papel de Comitê Central, sem no entanto guiar-se pelas suas regras. Nascia o embrião da FEB, chamada depois de Casa Máter do Espiritismo e eleita por seus seguidores como a representante do Cristo na Terra.

Ninguém percebeu, mas o espírito do sistema espírita assemelhava-se ao Catolicismo que, também a seu modo, dizia representar Deus na Terra. Neste tempo, havia desentendimentos entre os grupos espíritas sobre as práticas e os delineamentos em torno do futuro. Alguns centros, denominados "científicos", preferiam um Espiritismo mais objetivo e prático. O grupo sob a influência de Ismael, no entanto, não pensava assim. Como era místico, preferia uma conduta mais voltada à religiosidade. Logo tratou de convencer uma importante figura da época a passar para suas fileiras. Tratava-se de Bezerra de Menezes. Com a ajuda dele, a FEB conseguiu dominar a maioria das sociedades espíritas.

Bezerra era um homem ponderado e político. Por ter saído recentemente das fileiras católicas, adaptou-se rapidamente ao misticismo de Ismael. Os principais centros espíritas da época estudavam as teorias kardequianas, mas os místicos tinham uma especial atenção com os Evangelhos de Roustaing, porque os consideravam um "curso superior" de Espiritismo. Allan Kardec passou então a ser interpretado à luz do pensamento roustainguista.

(...)

A comunicação de Allan Kardec, dada através do médium Frederico, era apócrifa. Porém, por falta de espírito crítico, todos a aceitaram, pensando tratar-se mesmo de uma mensagem do Codificador. Na verdade, manifestava-se o espírito Ismael, ligado ao círculo de idéias de J. B. Roustaing. O Espírito preparava o terreno para estabelecer um campo de atuação imenso, a conhecida "Seara de Ismael". Encontrando nos brasileiros profundas raízes católicas, não teve dificuldades para criar uma espécie de "catolicismo espírita".

(...)

Através da Federação Espírita Brasileira - FEB, Ismael aproximou-se de Francisco Cândido Xavier, o famoso médium de Uberaba, MG, e ditou-lhe uma obra que seria o corolário do "Trono de Deus" na Terra: "Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho". Embora com o nome do respeitável Humberto de Campos (Irmão X) para impor-se com mais facilidade, as idéias exaradas são as mesmas. Qualquer observador que lê "Lázaro Redivivo" e "Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho" nota que eles foram escritos por dois Espíritos de características diferentes, principalmente quanto ao caráter. O suposto "Irmão X", do "Coração do Mundo, Pátria do Evangelho", faz pura apologia à FEB, e cria a lenda de Ismael, para deleite de seus seguidores. Foi assim que nasceu o livro que faria os espíritas acreditarem que o Brasil estava destinado a governar o mundo. Por trás dessa obra estava a FEB; atrás dela, o Grupo Ismael e, no invisível, o "anjo" com sua falange.

(...)

A força dos livros psicografados, corroborada pela exemplar idoneidade de Francisco Cândido Xavier, tornou-se poderosa alavanca para a expansão das idéias ismaelinas. Formou-se o sistema espírita que conhecemos, com características eminentemente católicas. Hoje, o espírito de Roustaing continua mais presente do que nunca. Pode-se encontrá-lo na mentalidade de algumas federações, nas atitudes passivas dos espíritas, na falta de gosto pelo estudo, no pouco conhecimento doutrinário, nas palavras vazias de oradores pomposos, na política unificacionista (uma versão moderna do "Fora da Igreja não há salvação") e na imprensa espírita com suas gloríolas e ídolos. Os que afirmam não compreender a causa de tantas preocupações com a teoria roustainguista, não percebem que estão mergulhados nela, dirigidos por um sistema espírita entranhado por inércia, comodismo, fantasias e estagnação, emperrando o crescimento espiritual das criaturas.

O sistema de pensamento e investigação desenvolvido por Allan Kardec é o grande ausente no Movimento Espírita. No final de sua vida, o Codificador estava só. Alguns detratores seus, que se diziam espíritas, afirmavam que ele queria apoderar-se da verdade e se fazer dono do Espiritismo. Jean Baptiste Roustaing e seus seguidores estavam entre eles.

Pouco antes de desencarnar, o Codificador começou a preparar instruções para salvaguardar o movimento nascente de falsas interpretações. Não chegou a terminar seu trabalho. Quando se lê seus últimos apontamentos, nota-se, com tristeza, que suas preciosas instruções sobre a condução do Movimento Espírita jamais foram seguidas por seus adeptos. Bom número deles sequer conhece suas obras, instrui-se em livros subsidiários nem sempre idôneos e, frequentemente, é vítima de Espíritos enganadores.

Mudar essa mentalidade vigente, conduzindo parte desses seguidores de Allan Kardec ao encontro das instruções do Codificador do Espiritismo, é tarefa urgente. Espera-se que os espíritas sérios reunam forças em torno desse ideal.Hoje, diversos grupos no país que buscam restabelecer essa base doutrinária.

Na cidade de São José do Rio Preto, Sp, existe o Movimento de Reformas. Sua proposta é a de estimular os centros espíritas a se ajustarem conforme as orientações da Codificação, fazendo com que se instale neles o gosto pelo estudo, pelo raciocínio, pela investigação mediúnica e pelo trabalho metódico.

Nota: Os que não concordam com estes escritos certamente nos julgarão entregues às trevas e a serviço do mal. De nossa parte, continuaremos exercendo nosso direito de livre exame, analisando fatos, tirando conclusões, como discípulos da escola kardequiana que somos.

AUTOR: Josué de Freitas
Fonte: http://oblogdosespiritas.blogspot.com/




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ORTIZ_FERNANDO_-_A_Filosofia_Penal_dos_Espiritas_-_PENSE.pdf

PAIVA_Aylton_Espiritismo_e_Politica-1a_edicao_-_prefacio_de_Jaci_Regis_-_PENSE.pdf
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REGIS_Jaci_-_Comportamento_Espirita_-_PENSE.pdf
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domingo, 27 de abril de 2014

MESA: Experiências de educação transformadora (continuação) - Territórios Educativos e Transformação Social - A experiência pedagógica dos Ginásios Vocacionais


MESA: Experiências de educação transformadora (continuação):
Territórios Educativos e Transformação Social
Helena Singer

A experiência pedagógica dos Ginásios Vocacionais
Esméria Rovai

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Territórios Educativos e Transformação Social

Baixe a coleção sobre o bairro-escola

Coleção Tecnologias do Bairro-Escola - Editora Moderna

Volume 1
Pesquisa-ação Comunitária

SUMÁRIO:
09 APRESENTAÇÃO - BAIRRO-ESCOLA: COMUNIDADES EDUCATIVAS POR UMA EDUCAÇÃO INTEGRAL 
    Natacha Costa
17 DEFINIÇÃO E CARACTERÍSTICAS DA PESQUISA-AÇÃO COMUNITÁRIA - Helena Singer
35 AS TECNOLOGIAS DA PESQUISA-AÇÃO COMUNITÁRIA - Lilian Kelian
53 A INTERSETORIALIDADE NO BAIRRO-ESCOLA - Tatiana Bello Djrdjrjan, André da Silva
    Takahashi e Angelita Garcia

79 FORMAÇÃO DE JOVENS AGENTES COMUNITÁRIOS - Ivy Moreira

103 A GESTÃO DO CONHECIMENTO LOCAL - ENTREVISTA COM LADISLAU DOWBOR

117 SOBRE O APRENDIZ

Cidade Escola Aprendiz
Coleção Tecnologias do Bairro Escola
Volume 1 - Pesquisa-ação Comunitária
Organização: Helena Singer
Editor responsável: Ricardo Prado
Capa e ilustração: Otho Garbers
Projeto Gráfico: Bruno Andreoni, Gláucia Cavalcante e Otho Garbers
Diagramação: Bruno Andreoni e Gláucia Cavalcante
Edição: Associação Cidade Escola Aprendiz/Fundação Itaú Social
São Paulo - 2011
ISBN: 978-85-64569-00-3
Apoio: Editora Moderna
Associação Cidade Escola Aprendiz
Rua Belmiro Braga, 146 - CEP 05432-020 - Vila Madalena - São Paulo - SP
(11)3819-9225 / 3819-9226 / 3812-5673 - info@aprendiz.org.br

Trilhas Educativas - Editora Moderna

Volume 2

TRILHAS EDUCATIVAS: O DIÁLOGO ENTRE TERRITÓRIO E ESCOLA


SUMÁRIO:

09 APRESENTAÇÃO - BAIRRO-ESCOLA: COMUNIDADES EDUCATIVAS POR UMA  EDUCAÇÃO 
    INTEGRAL - Natacha Costa

17 TRILHAS EDUCATIVAS: O DIÁLOGO ENTRE TERRITÓRIO E ESCOLA 
    Agda Sardenberg

35 O PROJETO PEDAGÓGICO DO BAIRRO - Mario Paula Patrone Regules

65 AUTO FORMAÇÃO DE EDUCADORES - A COERÊNCIA ENTRE O DISCURSO E AS PRÁTICAS
     Lilian Kelian 

83 O JOVEM COMO EDUCADOR - Izabel Marques
 
105 COMO BELO HORIZONTE SE TORNOU UMA CIDADE EDUCADORA - ENTREVISTA COM MACAÉ 
      EVARISTO 

117 SOBRE O APRENDIZ

Cidade Escola Aprendiz
Coleção Tecnologias do Bairro Escola
Volume 2 - Trilhas Educativas
Organização: Helena Singer
Editor responsável: Ricardo Prado
Capa e ilustração: Otho Garbers
Projeto Gráfico: Bruno Andreoni, Gláucia Cavalcante e Otho Garbers
Diagramação: Bruno Andreoni e Gláucia Cavalcante
Edição: Associação Cidade Escola Aprendiz/Fundação Itaú Social
São Paulo - 2011
ISBN: 978-85-64569-01-0
Apoio: Editora Moderna
Associação Cidade Escola Aprendiz
Rua Belmiro Braga, 146 - CEP 05432-020 - Vila Madalena - São Paulo - SP
(11)3819-9225 / 3819-9226 / 3812-5673 - info@aprendiz.org.br

Volume 3


Comunicação Comunitária


SUMÁRIO:

9 APRESENTAÇÃO - BAIRRO-ESCOLA: COMUNIDADES EDUCATIVAS  POR UMA EDUCAÇÃO    
  INTEGRAL - Natacha Costa

17 A COMUNICAÇÃO COMO EIXO ESTRUTURANTE DO BAIRRO-ESCOLA - Julia Dietrich

37 LIVRE DIÁLOGO, REFLEXÃO CRÍTICA E AÇÃO TRANSFORMADORA -  Alan Ary Meguerditchian

59 AS AGÊNCIAS COMUNITÁRIAS DE NOTÍCIAS - Marina Rosenfeld 

87 COMUNICAÇÃO E EDUCAÇÃO - Isys Helfenstein Remião
 
105 “O BAIRRO-ESCOLA SÓ FUNCIONA COM O EFEITO MATRACA” - ENTREVISTA COM  GILBERTO
      DIMENSTEIN

121 SOBRE O APRENDIZ

Cidade Escola Aprendiz
Coleção Tecnologias do Bairro-Escola
Volume 3 - Comunicação Comunitária
Organização: Helena Singer
Editor responsável: Ricardo Prado
Capa e ilustração: Otho Garbers
Projeto Gráfico: Bruno Andreoni, Gláucia Cavalcante e Otho Garbers
Diagramação: Bruno Andreoni e Gláucia Cavalcante
Edição: Associação Cidade Escola Aprendiz/Fundação Itaú Social
São Paulo - 2011
ISBN: 978-85-64569-03-4
Apoio: Editora Moderna
Associação Cidade Escola Aprendiz
Rua Belmiro Braga, 146 - CEP 05432-020 - Vila Madalena - São Paulo - SP
(11)3819-9225 / 3819-9226 / 3812-5673 - info@aprendiz.org.br


Volume 4

Arranjos Culturais

SUMÁRIO:

9 APRESENTAÇÃO – BAIRRO-ESCOLA: COMUNIDADES EDUCATIVAS  POR UMA EDUCAÇÃO INTEGRAL – Natacha Costa

17 UMA PERSPECTIVA PARA A EXPRESSÃO COLETIVA – Regina Egger Pazzanese

41 CULTURA, JUVENTUDE E INTERVENÇÕES: A ALQUIMIA DOS ARRANJOS  CULTURAIS – Gisele Porto 

63 ARTE E EDUCAÇÃO INTEGRAL – Terena Zamariolli

79 AS JUVENTUDES E AS CULTURAS DAS CIDADES – Tarsila Portella

97 REPORTAGEM – O BAIRRO-ESCOLA NO RECIFE – CADA BAIRRO é UM TERRITÓRIO DE APRENDIZAGEM – Gérson Flávio da Silva

109 SOBRE O APRENDIZ 

Cidade Escola Aprendiz
Coleção Tecnologias do Bairro-Escola
Volume 4 - Arranjos Culturais
Organização: Helena Singer
Editor responsável: Ricardo Prado
Capa e ilustração: Otho Garbers
Projeto Gráfico: Bruno Andreoni, Gláucia Cavalcante e Otho Garbers
Diagramação: Bruno Andreoni e Gláucia Cavalcante
Edição: Associação Cidade Escola Aprendiz/Fundação Itaú Social
São Paulo - 2011
ISBN: 978-85-64569-02-7
Apoio: Editora Moderna
Associação Cidade Escola Aprendiz
Rua Belmiro Braga, 146 - CEP 05432-020 - Vila Madalena - São Paulo - SP
(11)3819-9225 / 3819-9226 / 3812-5673 - info@aprendiz.org.br


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A experiência pedagógica dos Ginásios 
Vocacionais

Vocacional - Uma Aventura Humana - Em DVD




Sinopse Idealizadora de um modelo progressista e pioneiro na educação pública brasileira, os Ginásios vocacionais, instalados na década de 60, a educadora Maria Nilde Mascellani procurava a formação multidisciplinar de alunos que fossem, também, sujeitos de sua história. O documentário relembra, por meio dos alunos e professora, este momento da educação brasileira. Entre os alunos, Toni Venturi, o diretor do filme.


UMA PEDAGOGIA PARA O SÉCULO XXI 
Esméria Rovai 
Centro Paula Souza (São Paulo-Brasil) 

Apresento o resultado da pesquisa de doutorado que reconstituiu a experiência pedagógica dos Ginásios Vocacionais do Estado de São Paulo, Brasil, década de 60: uma pedagogia cuja atualidade transformou-a em objeto de interesse para repensar, hoje, a escola pública. 

Uma pedagogia social humanista, sócio-antropológica histórica, orienta a organização do currículo com abordagem global dos fenômenos educativos. De ‘gabinete’, ele passa a ser construído pela equipe da escola, incluindo alunos e pais, a partir do conhecimento da realidade cultural e dos sujeitos situados. Uma visão curricular crítica, em função das conjunturas históricas e culturais, deixa de ser única para ser diversificada, rígida para ser flexível, pronta e acabada para ser reflexiva, disciplinar para ser integrada. 

Questões problematizadoras investigadas e analisadas pelos alunos, bimestralmente, organicamente distribuídas em unidades pedagógicas, integram as disciplinas que, sem perder suas especificidades, contribuem na elaboração de sínteses provisórias. 

A avaliação processual é instrumento de autoconhecimento do jovem (suas aptidões), de conhecimento do meio e da instituição - bases de formação do cidadão consciente e critico e de construção coletiva do projeto. 

PDF em: 


Legado de inovação

Extinto após o endurecimento do regime militar, o Serviço de Ensino Vocacional foi referência de qualidade e pioneiro na implantação de práticas pedagógicas
Rubem Barros 


O que teriam em comum, em meio às transformações em curso nos anos 60, jovens estudantes do bairro paulistano do Brooklin (que reunia imigrantes de diversas origens), da cidade de Americana (que girava em torno da indústria têxtil) e da agroindustrial Batatais, ambas no interior do Estado de São Paulo?

Muita coisa, se considerados aqueles que passaram pelos ginásios vocacionais. Ao lado de alunos de Rio Claro, Barretos e São Caetano do Sul, outros pólos da experiência, eles foram beneficiados por um modelo que marcou época na escola pública e influenciou instituições do ensino privado nas décadas seguintes. 

Criado em 1961, o Serviço de Ensino Vocacional (SEV) funcionou até 1969, quando o endurecimento do regime militar cessou seu funcionamento. Liderado pela professora Maria Nilde Mascellani, reuniu um grupo de educadores que buscava a renovação do ensino e a formação de professores, renegando o behaviorismo e apostando na valorização de uma formação abrangente, que contemplasse todas as áreas do saber. Na mesma época, tomavam corpo também as escolas experimentais e os colégios de aplicação.

A memória dessa experiência, que no início dos anos 60 punha em prática idéias e métodos ainda hoje vistos como inovadores - o "aprender a aprender", as práticas interdisciplinares e o estudo do meio, entre outros -, tem sido objeto de análises acadêmicas e de ações por parte de ex-alunos. 

No final de 2005, sob a organização de Esméria Rovai, professora que participou do SEV desde seu início e hoje integra o programa de pós-graduação do Instituto Paula Souza, foi lançado o livro Ensino Vocacional, Uma Pedagogia Atual (Cortez, 192 págs., R$ 30), que reúne artigos de estudiosos e relatos de participantes. A obra vem juntar-se a pelo menos cinco teses dedicadas ao Vocacional, uma delas da própria Esméria Rovai, publicadas entre 1996 e 2005. 

No ano passado, ex-alunos da unidade do Brooklin - o Ginásio Vocacional Oswaldo Aranha (GVOA), hoje Escola Estadual Oswaldo Aranha (de ensino médio) -- fundaram a Associação Gvive, que reúne 600 pessoas cadastradas. Já articulada com as ex-unidades do interior, a entidade trabalha em três frentes: documentação e registro da história do Ensino Vocacional, apoio a ações de melhoria nas escolas em que seus participantes estudaram e realização de atividades educacionais complementares, em sintonia com educadores dessas escolas. Em 2007, o tema ganhará um documentário para a TV, assinado pelo cineasta Toni Venturi, ex-aluno do GVOA.

Com influências da Escola de Sèvres francesa e da Escola Compreensiva inglesa, o Serviço Vocacional surgiu num momento em que se repensavam o homem e seus processos de apreensão do saber. "A origem de sua filosofia está centrada num novo humanismo, que pensava o homem dentro de seu contexto cultural. Rompeu-se com várias tradições que havia na época. Uma delas foi o currículo único. O Vocacional dizia que o currículo tem de ser elaborado a partir do contexto sócio-histórico da escola e de seus alunos", explica Esméria Rovai.

Para a professora, os pontos centrais do Ensino Vocacional foram suas características metodológicas (estudo através de situações-problema, com integração entre as matérias e estudo do meio, entre outras), aprendizagem significativa (em oposição à aprendizagem mecânica) e avaliação processual (valorizando aspectos cognitivos e aptidões). "O aluno era orientado a perceber-se como sujeito e a conhecer suas habilidades e limitações", resume.

Uma das inovações do SEV foi a proposta de core curriculum , em que todas as disciplinas trabalhavam seus conteúdos a partir de uma questão inicial estudada sob o prisma de cada uma das áreas. Essa questão era escolhida numa "Assembléia de Plataforma", em que professores e alunos dividiam assento, sob coordenação dos primeiros. Ao final do bimestre, os resultados eram apresentados numa "Assembléia de Síntese".

"Houve um ano em que o tema emergente foi a Guerra Fria. Na minha disciplina, matemática, pedi aos alunos que buscassem livros russos, americanos e europeus. Um deles conseguiu um livro russo sobre geometria projetiva e a discussão chegou até o [matemático russo Nicolai] Lobachevsky (1792-1856), criador da geometria não euclidiana que ajudou a sustentar a Teoria da Relatividade de Einstein", conta Lucíola Bechara Sanchez, ex-professora do Oswaldo Aranha e hoje membro do Conselho Deliberativo do Colégio Vera Cruz. 

O exemplo é ilustrativo da profundidade a que chegavam discussões e pesquisas nos vocacionais. "Aprendemos a estudar, a pesquisar. O que mais se incentivava era que buscássemos as respostas que queríamos. Não eram os professores que as davam, eles faziam as perguntas", relembra o engenheiro Paulo Simon, ex-aluno e autor de um dos depoimentos do livro organizado por Esméria Rovai. 

A interação entre escola e comunidade foi um fator fundamental nas práticas dos ginásios vocacionais. O estudo das comunidades e das suas características era determinante na formação do currículo. Essa relevância em muito advinha da influência do existencialista cristão francês Emmanuel Mounier (1905-1950), que defendia a formação de seres "engajados" em suas realidades. 

Os objetos de estudo partiam, então, da realidade próxima até universalizar-se: no primeiro ano ginasial (atual 5a série do Ensino Fundamental), a questão de partida dizia respeito ao bairro e à cidade. No ano seguinte, ao Estado de São Paulo. No 3o ano, ao Brasil; no 4o ano, à América Latina e ao mundo. 

A mesma idéia de progressividade era utilizada para que os estudantes alçassem vôo próprio. Na 1a série, havia o Estudo Dirigido, com um planejamento mais elaborado e orientação minuciosa de cada área. No ano seguinte, era substituído pelo Estudo Supervisionado, que permitia que os alunos começassem a propor diretrizes. A seqüência desembocava no Estudo Livre, com orientação apenas inicial e avaliação final. 

O estudo do meio, hoje em voga em vários colégios particulares, estava presente em todas as séries. Num dos anos, alunos da unidade de Americana ficaram durante quase um mês vivendo em alojamentos nas cidades históricas de Minas Gerais. Outros, de São Paulo, foram conhecer a cultura cafeeira da região de Batatais, onde se hospedaram em casas das famílias dos alunos do Vocacional da cidade. 

As aulas profissionalizantes eram outro eixo do projeto. Como os Vocacionais funcionavam em período integral, muitas horas da grade eram dedicadas às artes industriais, plásticas, economia doméstica e práticas comerciais. As disciplinas ajudavam no entendimento das realidades locais e eram uma maneira de construir conceitos estudados em sala de aula, unindo teoria e prática.


Texto completo em:
http://revistaeducacao.uol.com.br/textos/109/artigo233889-1.asp



Título [Principal]: Os ginasios vocacionais : a (des) construção da história de uma experiencia educacional transformadora (1961-1969)

Autor(es): Daniel Ferraz Chiozzini
Palavras-chave [PT]:
Educação vocacional , Educação,
Titulação: Mestre em Educação
Banca:
Ernesta Zamboni [Orientador]
Resumo:
Resumo: Este trabalho consiste em um estudo histórico sobre os Ginásios Vocacionais, uma experiência educacional desenvolvida entre 1961 e 1969, no estado de São Paulo, investigando suas origens, contradições, crises internas e externas. Foram retomadas algumas propostas educacionais anteriores, que direta ou indiretamente influenciaram sua construção, assim como o processo político relacionado a sua implantação, tanto no estado como no país. Também foram resgatados, através de depoimentos e análise de fontes primárias, visões distintas e inexploradas sobre o início e desenvolvimento do projeto. A pesquisa foi baseada na análise de Documentos do Acervo Histórico da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, depoimentos de dois educadores que participaram da experiência e na bibliografia sobre o assunto.

Abstract: This work consists in a historical study about the "Ginásios Vocacionais", an educational experience developed from 1961 to 1969, in the state of São Paulo, investigating its origins, contradictions, internal and external crises. Some previous educational proposals, which direct and indirectly influenced its construction, were recovered, as well as the political process in the country and in the state of São Paulo concerned to its establishment. Through interviews and the analysis of documents of that period, unexplored and distinct versions of the begining and the development of the project were also retaken. The research was based on the analysis of documents of the Acervo Histórico da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, on reports of two educators who participated of the experience and on the bibliography about the subject.
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Várias Teses sobre os Ginásios Vocacionais

http://vocacionalforever.blogspot.com.br/2008/07/ha-dezenas-de-teses-sobre-os-ginasios.html


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