sábado, 3 de maio de 2014

Associação Brasileira de Pedagogia Espírita - Centro de Educação Interdisciplinar Pampédia - Espaço Pampédia - Editora Comenius




A Associação Brasileira de Pedagogia Espírita é uma entidade sem fins lucrativos, constituída por associados fundadores, efetivos e colaboradores. Qualquer pessoa com idéias afins a esta proposta pode se associar à ABPE, que conta em seu quadro associativo, com professores, médicos, jornalistas, artistas, engenheiros, administradores, arquitetos, advogados, donas de casa, estudantes… pessoas de todas as áreas, de qualquer grau de escolaridade.

A ABPE tem por principais objetivos:
  • estudar, pesquisar e divulgar a Pedagogia Espírita;
  • incentivar a pesquisa na área da Educação;
  • integrar o conhecimento da Pedagogia Espírita com outras áreas de conhecimento;
  • aplicar na prática a Pedagogia Espírita, fundando escolas com sua própria receita ou em parceria com outras entidades, escolas, universidades e associações afins;
  • promover grupos de estudos, cursos, simpósios, conferências, congressos e publicações para divulgação de suas atividades;
  • dar assessoria a escolas, centros e grupos de professores ou pais que desejem colocar em prática propostas inspiradas na Pedagogia Espírita;
  • incentivar a formação de associações regionais, estaduais ou municipais e coligá-las.


Centro de Educação Interdisciplinar Pampédia

Justificativa e Resumo 


É fato incontestável que um dos maiores problemas da Educação no Brasil está na má formação dos professores, na desvalorização social desta profissão, que mais do que uma técnica deveria ser encarada como uma missão da mais alta relevância. A formação do pedagogo é fragmentada, não se propõe como uma formação humanística e cultural sólida, que possa atrair indivíduos realmente vocacionados a se realizarem como profissionais plenos e como seres humanos existencialmente comprometidos com as novas gerações.

Dentro do panorama de pobreza cultural das Faculdades de Pedagogia no Brasil, há o agravante de se privilegiar apenas autores de tendências marcadamente materialistas, ignorando-se completamente contribuições históricas fundamentais, desde os gregos antigos até correntes pedagógicas contemporâneas que tenham qualquer visão de transcendência. As faculdades de Pedagogia – assim como os espaços acadêmicos em geral – não são lugares plurais, onde se estudam diferentes posições, onde se debatem idéias e onde o aluno aprenda a pensar e a construir seu próprio conhecimento, mas são lugares de "verdades" únicas. Assim, o futuro professor é "doutrinado" e aprenderá a doutrinar os seus futuros alunos.

Outro problema marcante das formações atuais dos futuros educadores é o divorciamento da prática. Embora a lei obrigue e garanta estágios e atuações em escolas, tudo ocorre de forma insípida, burocrática, descomprometida (quando não há fraude). E o que é pior: não só os futuros educadores, enquanto alunos, são tratados dentro das relações impessoais, passivas e opressivas da escola tradicional, o que reproduzirão depois, como os estágios, observações em salas de aula (quando os há) são feitos também no sistema vigente. Ou seja, a faculdade de Pedagogia é a grande reprodutora do sistema falido, ultrapassado de educação, onde o educando não é visto como ser integral, sujeito autônomo e construtor de si mesmo.

Esse ciclo de manutenção do sistema precisa ser rompido em todas as instâncias com projetos pilotos que proponham e demonstrem a eficácia de uma nova articulação entre formação de educadores, práticas escolares e desenvolvimento científico e filosófico da área da Educação, como um delta interdisciplinar do conhecimento.

Nesse sentido, a própria produção do conhecimento pedagógico deve ser profundamente revolucionada – é preciso que se torne o mais interdisciplinar possível, estabelecendo relações com as Artes, a Comunicação, a Saúde, a Tecnologia e se aproxime da observação e da práxis.

Justamente os grandes clássicos da Educação – esses mesmos que são ignorados nas Faculdades de Pedagogia no Brasil – foram exemplos do que devemos alcançar hoje cada vez mais, diante da complexidade de mundo, que as presentes e futuras gerações deverão enfrentar, para o que precisam urgentemente de novas formulações pedagógicas.

Platão era filósofo, matemático, político; estudava música, medicina e literatura e articulava todos esses e outros conhecimentos em suas propostas pedagógicas de 2500 anos atrás, visando formar um ser humano integral.

Comenius – o grande educador checo – já no século XVII, tinha a idéia de pansofia (sabedoria do todo) e de pampædia (ensino do todo), que integrava todas as áreas do saber, num profundo e vasto projeto de educação para todo o planeta, proclamando que é “preciso ensinar tudo a todos” para que todos os homens realizem a sua plena humanidade.

Rousseau, que é considerado o Copérnico da Educação, no século XVIII, foi músico, filósofo, literato e considerava a necessidade de formar o ser, levando em conta a sua natureza divina, sem abandono de sua função política e de sua formação profissional.

Pestalozzi, o mais próximo de nós (200 anos atrás) exemplificou a excelência de uma pesquisa pedagógica (quando a educação ainda não tinha foros acadêmicos) integrando de maneira original e inédita a teoria com a prática; a formação do educador com a experimentação educacional. O Instituto de Yverdon era uma espécie de escola experimental do início do século XIX. Não havia no mundo nenhuma escola que se assemelhasse a ela (em métodos – livres, afetivos, participativos – e em conteúdos – plurais, abrangentes e inovadores).

Pestalozzi por toda a vida (durante a experiência de Yverdon e antes dela) deduziu teorias pedagógicas a partir de vivências e realizou experiências para aplicar teorias. E ao escrever, pouco antes de sua morte e depois do fechamento do Instituto de Yverdon, o livro O Canto do Cisne, afirmava não ter uma teoria fechada, acabada, revelando assim até o fim de sua existência a sua disponibilidade para aprender com a vida (é dele a frase “a vida educa”) e mostrando o que é hoje considerado como uma atitude básica do espírito científico – a abertura para considerar o conhecimento sempre inacabado, testando hipóteses provisórias. Ao mesmo tempo, o Instituto de Yverdon era um local de formação de educadores. Pessoas da Europa inteira iam visitar a escola, conhecer suas propostas, fazer “estágios”, durante meses ou anos, como fez Fröbel, o criador do Jardim da Infância, como fez Mme de Staël, a grande escritora francesa, como fez Marc-Antoine Jullien, considerado o pai da Educação Comparada.

Quando Hippolyte Leon Denizard Rivail foi levado aos 11 anos de idade pela mãe a Yverdon (segundo consta em documento lá descoberto) estava indo com o objetivo de “aprender a arte de ser educador”. Yverdon aliava assim a pesquisa, a experimentação, a formação dos professores, a formação das crianças e a produção de um novo conhecimento pedagógico. E todos – absolutamente todos – os grandes educadores e pesquisadores da educação dos séculos seguintes (podemos citar Montessori, Decroly, Freinet, Claparède, Piaget, Korzcak, Steiner etc, etc) tiveram alguma influência de Pestalozzi.

Os clássicos da Educação ainda tinham o mérito de não aleijar o ser humano de sua dimensão espiritual, o que não significava para nenhum deles catequizar crianças em um determinado credo, mas em aceitar que a educação deve trabalhar o ser político, social, cognitivo, afetivo, estético, mas também o ser transcendente.

Diante do exposto, o projeto Pampédia, idealizado pela Associação Brasileira de Pedagogia Espírita, em parceria com a Editora Comenius e Pampédia Educação Assessoria e Consultoria Pedagógica, pretende ser um projeto piloto que tenha as seguintes características:

• A interdisciplinaridade em todas as ações, formações e pesquisas, ligando a Educação às Artes, à Comunicação, à Saúde, às Ciências, à Espiritualidade.

• A religação da pesquisa pedagógica com práticas educacionais inovadoras e com a formação de educadores.

• A visão da Educação como um saber plural, que se propõe aberto, dialógico, em constante construção, e que tem valor social, cultural e universal.


O que será o CENTRO DE EDUCAÇÃO INTERDISCIPLINAR PAMPÉDIA?


Um centro de excelência em educação interdisciplinar, constituído de núcleos de pesquisa, docência e atividades, que sirvam tanto para a graduação em Pedagogia, como para os cursos de pós-graduação, como ainda promotores e gestores de projetos pedagógicos para a Escola de Aplicação.




A Pampédia Educação é um instituto dedicado a cursos e projetos que envolvem interdisciplinaridade, espiritualidade, a partir de eixos temáticos, como Educação, Saúde, Artes, Filosofia.
Fundado em 2008, por Dora Incontri e Alessandro Cesar Bigheto, tem como missão promover os ideais do educador checo Jan Amos Comenius (1592-1670), que pretendia uma educação humanista, integral e democrática.
Atualmente, a Pampédia Educação funciona no Espaço Pampédia, na Zona Norte de São Paulo, à R. Castro Maia, 251. Jardim São Paulo.








Projeto Lar Fabiano de Cristo e CAPEMISA - INSTITUTO DE AÇÃO SOCIAL






QUEM SOMOS


Nossa história

56 Anos na Promoção da Família em situação de miséria



O Lar Fabiano de Cristo foi fundado em 8 de janeiro de 1958, a partir da ideia de estudiosos do Evangelho que desejaram sair dos estudos teóricos sobre a caridade para a prática efetiva. Deste momento participaram, entre outros, Francisco Cândido Xavier, Carlos Torres Pastorino, Divaldo Pereira Franco, Jorge Andréa dos Santos, José Hermógenes de Andrade Filho, Alziro Zarur e Jaime Rolemberg de Lima.

A proposta inicial consistia em apoiar lares que acolhessem entre seis e dez crianças, com atenção individualizada, como se adoção fosse. Cada um do grupo contribuiria para que nada faltasse às crianças e a quem os acolhesse.

Logo identificou-se que as crianças beneficiadas ao retornarem às famílias de origem  viviam conflitos de toda ordem, especialmente por não existir afinidade na orientação que recebiam. A família também precisava de apoio e passou a ser a unidade de atendimento do Lar Fabiano de Cristo, uma iniciativa viabilizada com a criação de uma empresa com a finalidade de garantir recursos para uma obra social: a hoje CAPEMISA Instituto de Ação Social.

Faixas de Atendimento

As atividades socioassistenciais são oferecidas  para a melhoria da qualidade de vida  das famílias inscritas que se encontrem em situação de vulnerabilidade e/ou risco pessoal e social, decorrente da pobreza, distribuídas por faixas de atendimento:

1ª Faixa: Colocação Familiar, por decisão judicial, de crianças e adolescentes;

2ª Faixa: Atendimento, por meio de serviço de proteção especial, na forma de acolhimento institucional, por decisão judicial, de crianças e adolescentes;

3ª Faixa: Atendimento, por meio de serviço de proteção social básica, para famílias e idosos em situação de risco social, através de atividades socioassistenciais e socioeducativas;

4ª Faixa: Atendimento descontínuo,de caráter emergencial, a pessoas necessitadas, bem como encaminhamentos à rede de serviços públicos e privados;

5ª Faixa: Atendimento por meio de atividades socioassistenciais dirigidas a pessoa idosa que necessite de assistência, seja sob a forma de proteção básica em centro de convivência, ou sob a forma de proteção especial em unidade de longa permanência.


FUNDAMENTOS FILOSÓFICOS


Família

Fraternidade

Democracia

Consciência

Reforma Íntima

Caridade

Autotranscedência





Quem Somos 

A CAPEMISA -INSTITUTO DE AÇÃO SOCIAL, ou simplesmente CAPEMISA SOCIAL, antes denominada Capemi-Instituto de Ação Social; Capemi-Caixa de Pecúlios, Pensões e Montepios-Beneficente; Caixa de Pecúlio dos Militares-Beneficente e, inicialmente, Caixa de Pecúlio Mauá-Beneficente, é uma associação para fins não econômicos, originada do desmembramento do Lar Fabiano de Cristo, que tem por objeto  a prestação de serviços na área social, em caráter filantrópico, nos termos da legislação vigente. 

Suas atividades compreendem a promoção da assistência social, abrangendo programas voltados para famílias carentes e, especialmente, crianças e idosos; assessoria técnica,  administrativa e financeira às entidades e organizações de assistência social, no fortalecimento do seu protagonismo e na capacitação para intervenção na Política da Assistência Social; promoção, proteção e divulgação dos direitos sócio assistenciais, particularmente o direito à convivência familiar e comunitária; estudos e pesquisas, produção e divulgação de informações sobre a Política de Assistência Social; estímulo ao desenvolvimento integral sustentável das comunidades e geração de renda e o incentivo à cultura, à educação, à saúde e à conservação do meio ambiente.

Alinhada aos ideais contemporâneos de construção de uma sociedade sustentável do ponto de vista econômico, social e ambiental, a Capemisa Social vem estabelecendo , ao longo do tempo, relações de confiança, boa-fé e solidariedade,  sempre nos limites dos modernos conceitos de Responsabilidade Social, cuja prática, para ela, não é diferencial.

É regra.


SEAKA - Sociedade Espírita Allan Kardec de Angola





Presidente:

 Amelia Carlos Cazalma


Instituicao de caracter filantropico e filosofico, cujo objecto social, entre outras actividades,consiste no estudo de questoes filosoficas espirituais, assim como  na criacao e manutencao de condicoes vocacionadas a educacao civica, proteccao e assistencia aos carenciados, infancia, terceira idade, doentes e deficientes fisicos; atraves dos projectos: 1  SOPA  &  1  PAO, CESTA BASICA, QUADRA FESTIVA, SOLIDARIO e CASA DE CAMINHO ANDRE LUIZ.

End. Rua Amilcar Cabral, 29 - 4°. B

LUANDA - ANGOLA

Tel/Fax: 00 2 442 334 030 (residencial)

Telemoveis:

00 2 44 923302537/

00 2 44 923308259 /

00 2 44 933174440 /

 

E-mails:


Espiritismo na América e nos demais continentes
Ano 5 - N° 248 - 19 de Fevereiro de 2012



 

Angola


Luanda – De 27 a 29 de janeiro, Nestor João Masotti, presidente da FEB e secretário geral do Conselho Espírita Internacional, acompanhado do assessor do CEI, Rogério Ricco Bertoni, visitaram instituições espíritas em Angola (fotos abaixo) com o objetivo de se inteirarem da realidade das mesmas, sendo recepcionados e ciceroneados pela dirigente da Sociedade Espírita Allan Kardec de Angola, Amélia Cecília D. Carlos Cazalma, onde mantém extenso trabalho social. Visitaram, também, o Centro Espírita da UECA e o Lar de Hansenianos, em Luanda. Esta foi a primeira viagem do Secretário Geral do CEI a Angola. Mais informações pelos sites www.seaka.org  e www.intercei.com. 

– A Sociedade Espírita Allan Kardec (SEAKA), presidida por Amélia Carlos Cazalma, hoje representante de Angola junto ao CEI – Conselho Espírita Internacional –, promove estudos da Doutrina Espírita e várias outras atividades, sobretudo no campo social. A sociedade é responsável pela Casa do Caminho André Luiz, através da qual atende a crianças, idosos e portadores de necessidades especiais. A Seaka está sediada na Rua Amilcar Cabral, 29 – 4o B – Luanda – Angola – tel/fax 00 2 442 334 030, correio eletrônico seakaangola@hotmail.com e site www.seaka.org.






quinta-feira, 1 de maio de 2014

MESA: Experiências de educação transformadora: Comunidade Educativa Experimental Inka-Samana - Projeto Âncora e Escola da Ponte

MESA: Experiências de educação transformadora:

Comunidade Educativa Experimental Inka-Samana
María Gabriela Albuja e José María Vacacela

Projeto Âncora e Escola da Ponte
José Pacheco


This documentary was made during a CineCita Workshop.
CineCita is a travelling cinema and video laboratory.
In october 2010 the colourfull CineCita bus hit the road in the central Andean region. For four months an international team of European and Latin American NGOs travelled through Ecuador, Peru and Bolivia - on board a selected short film programme focusing on womens´perspectives. 
Aside from the public open air screenings, video workshops were implemented for girls and young women. Together with the international team they developed their own short non-fiction films and learned how a film is produced.
´CineCita´ is a cooperation project between Europe and Latin America, which involves eight partner organizations from both continents.

Este documentário foi feito durante um workshop Cinecita. 
Cinecita é um cinema itinerante e laboratório de vídeo. 
Em outubro de 2010 o ônibus 'cheio de cores' Cinecita pegou a estrada na região central andina. Durante quatro meses, uma equipe internacional de ONGs européias e latino-americanas  viajou pelo Equador, Peru e Bolívia - a bordo de um programa de curta-metragem selecionado focando perspectivas femininas. 
Além das exibições públicas ao ar livre, oficinas de vídeo foram implementadas para meninas e mulheres jovens. Juntamente com a equipe internacional eles desenvolveram seus próprios curtas-metragens de não-ficção e aprenderam como um filme é produzido. 
'Cinecita' é um projeto de cooperação entre a Europa e a América Latina, que envolve oito organizações parceiras de ambos os continentes.

Assistir em:


INKA SAMANA | Facebook


LEP - Archivos Abiertos #04 - María Gabriela Albuja


Publicado em 20/10/2012
Descripción:
María Gabriela es fundadora y educadora en la Unidad Educativa Experimental Activa Multicultural Trilingue Inka-Samana, ubicada en el Valle de Saraguro, Ecuador.
Inka-Samana es una escuela libre y democrática gestada dentro de una comunidad donde se mantienen las raíces culturales andinas, particularmente del valle de Saraguro.

Esta entrevista fue realizada en el marco de la investigación de la película La Educación Prohibida en Julio de 2010 en el Valle de Saraguro, Ecuador.

Desgrabación y archivos orginales en:
www.educacionprohibida.com/entrevistas/0­4-mgabrielaalbuja/

La Educación Completa - Película Completa en HD:
www.educacionprohibida.com





Entrevista com José Pacheco, da Escola da Ponte: “O professor deve ser um mediador de conhecimentos”
Por Redação - julho 31, 2013 17:35 

Leia matéria sobre o Projeto Âncora, coordeando pelo educador português José Pacheco, e em seguida, uma entrevista com ele.

Não temos séries, nem ciclos, nem classes, nem nada…

Projeto Âncora segue metodologia da Escola da Ponte, com orientação do português José Pacheco, educando cerca de 350 crianças de baixa renda gratuitamente
Por Adriana Delorenzo e Renato Rovai

Professor português cria comunidade de aprendizagem em Cotia

POR NARA PREM - 03/10/2013

Modelo educacional inovador agrega todo o entorno: alunos saem da escola 1 vez por semana para estudar questões locais com os moradores.



José Pacheco: Cotia deve ser uma cidade educadora com 300 mil alunos

domingo, 27 de abril de 2014

MESA: Experiências de educação transformadora (continuação) - Territórios Educativos e Transformação Social - A experiência pedagógica dos Ginásios Vocacionais


MESA: Experiências de educação transformadora (continuação):
Territórios Educativos e Transformação Social
Helena Singer

A experiência pedagógica dos Ginásios Vocacionais
Esméria Rovai

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Territórios Educativos e Transformação Social

Baixe a coleção sobre o bairro-escola

Coleção Tecnologias do Bairro-Escola - Editora Moderna

Volume 1
Pesquisa-ação Comunitária

SUMÁRIO:
09 APRESENTAÇÃO - BAIRRO-ESCOLA: COMUNIDADES EDUCATIVAS POR UMA EDUCAÇÃO INTEGRAL 
    Natacha Costa
17 DEFINIÇÃO E CARACTERÍSTICAS DA PESQUISA-AÇÃO COMUNITÁRIA - Helena Singer
35 AS TECNOLOGIAS DA PESQUISA-AÇÃO COMUNITÁRIA - Lilian Kelian
53 A INTERSETORIALIDADE NO BAIRRO-ESCOLA - Tatiana Bello Djrdjrjan, André da Silva
    Takahashi e Angelita Garcia

79 FORMAÇÃO DE JOVENS AGENTES COMUNITÁRIOS - Ivy Moreira

103 A GESTÃO DO CONHECIMENTO LOCAL - ENTREVISTA COM LADISLAU DOWBOR

117 SOBRE O APRENDIZ

Cidade Escola Aprendiz
Coleção Tecnologias do Bairro Escola
Volume 1 - Pesquisa-ação Comunitária
Organização: Helena Singer
Editor responsável: Ricardo Prado
Capa e ilustração: Otho Garbers
Projeto Gráfico: Bruno Andreoni, Gláucia Cavalcante e Otho Garbers
Diagramação: Bruno Andreoni e Gláucia Cavalcante
Edição: Associação Cidade Escola Aprendiz/Fundação Itaú Social
São Paulo - 2011
ISBN: 978-85-64569-00-3
Apoio: Editora Moderna
Associação Cidade Escola Aprendiz
Rua Belmiro Braga, 146 - CEP 05432-020 - Vila Madalena - São Paulo - SP
(11)3819-9225 / 3819-9226 / 3812-5673 - info@aprendiz.org.br

Trilhas Educativas - Editora Moderna

Volume 2

TRILHAS EDUCATIVAS: O DIÁLOGO ENTRE TERRITÓRIO E ESCOLA


SUMÁRIO:

09 APRESENTAÇÃO - BAIRRO-ESCOLA: COMUNIDADES EDUCATIVAS POR UMA  EDUCAÇÃO 
    INTEGRAL - Natacha Costa

17 TRILHAS EDUCATIVAS: O DIÁLOGO ENTRE TERRITÓRIO E ESCOLA 
    Agda Sardenberg

35 O PROJETO PEDAGÓGICO DO BAIRRO - Mario Paula Patrone Regules

65 AUTO FORMAÇÃO DE EDUCADORES - A COERÊNCIA ENTRE O DISCURSO E AS PRÁTICAS
     Lilian Kelian 

83 O JOVEM COMO EDUCADOR - Izabel Marques
 
105 COMO BELO HORIZONTE SE TORNOU UMA CIDADE EDUCADORA - ENTREVISTA COM MACAÉ 
      EVARISTO 

117 SOBRE O APRENDIZ

Cidade Escola Aprendiz
Coleção Tecnologias do Bairro Escola
Volume 2 - Trilhas Educativas
Organização: Helena Singer
Editor responsável: Ricardo Prado
Capa e ilustração: Otho Garbers
Projeto Gráfico: Bruno Andreoni, Gláucia Cavalcante e Otho Garbers
Diagramação: Bruno Andreoni e Gláucia Cavalcante
Edição: Associação Cidade Escola Aprendiz/Fundação Itaú Social
São Paulo - 2011
ISBN: 978-85-64569-01-0
Apoio: Editora Moderna
Associação Cidade Escola Aprendiz
Rua Belmiro Braga, 146 - CEP 05432-020 - Vila Madalena - São Paulo - SP
(11)3819-9225 / 3819-9226 / 3812-5673 - info@aprendiz.org.br

Volume 3


Comunicação Comunitária


SUMÁRIO:

9 APRESENTAÇÃO - BAIRRO-ESCOLA: COMUNIDADES EDUCATIVAS  POR UMA EDUCAÇÃO    
  INTEGRAL - Natacha Costa

17 A COMUNICAÇÃO COMO EIXO ESTRUTURANTE DO BAIRRO-ESCOLA - Julia Dietrich

37 LIVRE DIÁLOGO, REFLEXÃO CRÍTICA E AÇÃO TRANSFORMADORA -  Alan Ary Meguerditchian

59 AS AGÊNCIAS COMUNITÁRIAS DE NOTÍCIAS - Marina Rosenfeld 

87 COMUNICAÇÃO E EDUCAÇÃO - Isys Helfenstein Remião
 
105 “O BAIRRO-ESCOLA SÓ FUNCIONA COM O EFEITO MATRACA” - ENTREVISTA COM  GILBERTO
      DIMENSTEIN

121 SOBRE O APRENDIZ

Cidade Escola Aprendiz
Coleção Tecnologias do Bairro-Escola
Volume 3 - Comunicação Comunitária
Organização: Helena Singer
Editor responsável: Ricardo Prado
Capa e ilustração: Otho Garbers
Projeto Gráfico: Bruno Andreoni, Gláucia Cavalcante e Otho Garbers
Diagramação: Bruno Andreoni e Gláucia Cavalcante
Edição: Associação Cidade Escola Aprendiz/Fundação Itaú Social
São Paulo - 2011
ISBN: 978-85-64569-03-4
Apoio: Editora Moderna
Associação Cidade Escola Aprendiz
Rua Belmiro Braga, 146 - CEP 05432-020 - Vila Madalena - São Paulo - SP
(11)3819-9225 / 3819-9226 / 3812-5673 - info@aprendiz.org.br


Volume 4

Arranjos Culturais

SUMÁRIO:

9 APRESENTAÇÃO – BAIRRO-ESCOLA: COMUNIDADES EDUCATIVAS  POR UMA EDUCAÇÃO INTEGRAL – Natacha Costa

17 UMA PERSPECTIVA PARA A EXPRESSÃO COLETIVA – Regina Egger Pazzanese

41 CULTURA, JUVENTUDE E INTERVENÇÕES: A ALQUIMIA DOS ARRANJOS  CULTURAIS – Gisele Porto 

63 ARTE E EDUCAÇÃO INTEGRAL – Terena Zamariolli

79 AS JUVENTUDES E AS CULTURAS DAS CIDADES – Tarsila Portella

97 REPORTAGEM – O BAIRRO-ESCOLA NO RECIFE – CADA BAIRRO é UM TERRITÓRIO DE APRENDIZAGEM – Gérson Flávio da Silva

109 SOBRE O APRENDIZ 

Cidade Escola Aprendiz
Coleção Tecnologias do Bairro-Escola
Volume 4 - Arranjos Culturais
Organização: Helena Singer
Editor responsável: Ricardo Prado
Capa e ilustração: Otho Garbers
Projeto Gráfico: Bruno Andreoni, Gláucia Cavalcante e Otho Garbers
Diagramação: Bruno Andreoni e Gláucia Cavalcante
Edição: Associação Cidade Escola Aprendiz/Fundação Itaú Social
São Paulo - 2011
ISBN: 978-85-64569-02-7
Apoio: Editora Moderna
Associação Cidade Escola Aprendiz
Rua Belmiro Braga, 146 - CEP 05432-020 - Vila Madalena - São Paulo - SP
(11)3819-9225 / 3819-9226 / 3812-5673 - info@aprendiz.org.br


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A experiência pedagógica dos Ginásios 
Vocacionais

Vocacional - Uma Aventura Humana - Em DVD




Sinopse Idealizadora de um modelo progressista e pioneiro na educação pública brasileira, os Ginásios vocacionais, instalados na década de 60, a educadora Maria Nilde Mascellani procurava a formação multidisciplinar de alunos que fossem, também, sujeitos de sua história. O documentário relembra, por meio dos alunos e professora, este momento da educação brasileira. Entre os alunos, Toni Venturi, o diretor do filme.


UMA PEDAGOGIA PARA O SÉCULO XXI 
Esméria Rovai 
Centro Paula Souza (São Paulo-Brasil) 

Apresento o resultado da pesquisa de doutorado que reconstituiu a experiência pedagógica dos Ginásios Vocacionais do Estado de São Paulo, Brasil, década de 60: uma pedagogia cuja atualidade transformou-a em objeto de interesse para repensar, hoje, a escola pública. 

Uma pedagogia social humanista, sócio-antropológica histórica, orienta a organização do currículo com abordagem global dos fenômenos educativos. De ‘gabinete’, ele passa a ser construído pela equipe da escola, incluindo alunos e pais, a partir do conhecimento da realidade cultural e dos sujeitos situados. Uma visão curricular crítica, em função das conjunturas históricas e culturais, deixa de ser única para ser diversificada, rígida para ser flexível, pronta e acabada para ser reflexiva, disciplinar para ser integrada. 

Questões problematizadoras investigadas e analisadas pelos alunos, bimestralmente, organicamente distribuídas em unidades pedagógicas, integram as disciplinas que, sem perder suas especificidades, contribuem na elaboração de sínteses provisórias. 

A avaliação processual é instrumento de autoconhecimento do jovem (suas aptidões), de conhecimento do meio e da instituição - bases de formação do cidadão consciente e critico e de construção coletiva do projeto. 

PDF em: 


Legado de inovação

Extinto após o endurecimento do regime militar, o Serviço de Ensino Vocacional foi referência de qualidade e pioneiro na implantação de práticas pedagógicas
Rubem Barros 


O que teriam em comum, em meio às transformações em curso nos anos 60, jovens estudantes do bairro paulistano do Brooklin (que reunia imigrantes de diversas origens), da cidade de Americana (que girava em torno da indústria têxtil) e da agroindustrial Batatais, ambas no interior do Estado de São Paulo?

Muita coisa, se considerados aqueles que passaram pelos ginásios vocacionais. Ao lado de alunos de Rio Claro, Barretos e São Caetano do Sul, outros pólos da experiência, eles foram beneficiados por um modelo que marcou época na escola pública e influenciou instituições do ensino privado nas décadas seguintes. 

Criado em 1961, o Serviço de Ensino Vocacional (SEV) funcionou até 1969, quando o endurecimento do regime militar cessou seu funcionamento. Liderado pela professora Maria Nilde Mascellani, reuniu um grupo de educadores que buscava a renovação do ensino e a formação de professores, renegando o behaviorismo e apostando na valorização de uma formação abrangente, que contemplasse todas as áreas do saber. Na mesma época, tomavam corpo também as escolas experimentais e os colégios de aplicação.

A memória dessa experiência, que no início dos anos 60 punha em prática idéias e métodos ainda hoje vistos como inovadores - o "aprender a aprender", as práticas interdisciplinares e o estudo do meio, entre outros -, tem sido objeto de análises acadêmicas e de ações por parte de ex-alunos. 

No final de 2005, sob a organização de Esméria Rovai, professora que participou do SEV desde seu início e hoje integra o programa de pós-graduação do Instituto Paula Souza, foi lançado o livro Ensino Vocacional, Uma Pedagogia Atual (Cortez, 192 págs., R$ 30), que reúne artigos de estudiosos e relatos de participantes. A obra vem juntar-se a pelo menos cinco teses dedicadas ao Vocacional, uma delas da própria Esméria Rovai, publicadas entre 1996 e 2005. 

No ano passado, ex-alunos da unidade do Brooklin - o Ginásio Vocacional Oswaldo Aranha (GVOA), hoje Escola Estadual Oswaldo Aranha (de ensino médio) -- fundaram a Associação Gvive, que reúne 600 pessoas cadastradas. Já articulada com as ex-unidades do interior, a entidade trabalha em três frentes: documentação e registro da história do Ensino Vocacional, apoio a ações de melhoria nas escolas em que seus participantes estudaram e realização de atividades educacionais complementares, em sintonia com educadores dessas escolas. Em 2007, o tema ganhará um documentário para a TV, assinado pelo cineasta Toni Venturi, ex-aluno do GVOA.

Com influências da Escola de Sèvres francesa e da Escola Compreensiva inglesa, o Serviço Vocacional surgiu num momento em que se repensavam o homem e seus processos de apreensão do saber. "A origem de sua filosofia está centrada num novo humanismo, que pensava o homem dentro de seu contexto cultural. Rompeu-se com várias tradições que havia na época. Uma delas foi o currículo único. O Vocacional dizia que o currículo tem de ser elaborado a partir do contexto sócio-histórico da escola e de seus alunos", explica Esméria Rovai.

Para a professora, os pontos centrais do Ensino Vocacional foram suas características metodológicas (estudo através de situações-problema, com integração entre as matérias e estudo do meio, entre outras), aprendizagem significativa (em oposição à aprendizagem mecânica) e avaliação processual (valorizando aspectos cognitivos e aptidões). "O aluno era orientado a perceber-se como sujeito e a conhecer suas habilidades e limitações", resume.

Uma das inovações do SEV foi a proposta de core curriculum , em que todas as disciplinas trabalhavam seus conteúdos a partir de uma questão inicial estudada sob o prisma de cada uma das áreas. Essa questão era escolhida numa "Assembléia de Plataforma", em que professores e alunos dividiam assento, sob coordenação dos primeiros. Ao final do bimestre, os resultados eram apresentados numa "Assembléia de Síntese".

"Houve um ano em que o tema emergente foi a Guerra Fria. Na minha disciplina, matemática, pedi aos alunos que buscassem livros russos, americanos e europeus. Um deles conseguiu um livro russo sobre geometria projetiva e a discussão chegou até o [matemático russo Nicolai] Lobachevsky (1792-1856), criador da geometria não euclidiana que ajudou a sustentar a Teoria da Relatividade de Einstein", conta Lucíola Bechara Sanchez, ex-professora do Oswaldo Aranha e hoje membro do Conselho Deliberativo do Colégio Vera Cruz. 

O exemplo é ilustrativo da profundidade a que chegavam discussões e pesquisas nos vocacionais. "Aprendemos a estudar, a pesquisar. O que mais se incentivava era que buscássemos as respostas que queríamos. Não eram os professores que as davam, eles faziam as perguntas", relembra o engenheiro Paulo Simon, ex-aluno e autor de um dos depoimentos do livro organizado por Esméria Rovai. 

A interação entre escola e comunidade foi um fator fundamental nas práticas dos ginásios vocacionais. O estudo das comunidades e das suas características era determinante na formação do currículo. Essa relevância em muito advinha da influência do existencialista cristão francês Emmanuel Mounier (1905-1950), que defendia a formação de seres "engajados" em suas realidades. 

Os objetos de estudo partiam, então, da realidade próxima até universalizar-se: no primeiro ano ginasial (atual 5a série do Ensino Fundamental), a questão de partida dizia respeito ao bairro e à cidade. No ano seguinte, ao Estado de São Paulo. No 3o ano, ao Brasil; no 4o ano, à América Latina e ao mundo. 

A mesma idéia de progressividade era utilizada para que os estudantes alçassem vôo próprio. Na 1a série, havia o Estudo Dirigido, com um planejamento mais elaborado e orientação minuciosa de cada área. No ano seguinte, era substituído pelo Estudo Supervisionado, que permitia que os alunos começassem a propor diretrizes. A seqüência desembocava no Estudo Livre, com orientação apenas inicial e avaliação final. 

O estudo do meio, hoje em voga em vários colégios particulares, estava presente em todas as séries. Num dos anos, alunos da unidade de Americana ficaram durante quase um mês vivendo em alojamentos nas cidades históricas de Minas Gerais. Outros, de São Paulo, foram conhecer a cultura cafeeira da região de Batatais, onde se hospedaram em casas das famílias dos alunos do Vocacional da cidade. 

As aulas profissionalizantes eram outro eixo do projeto. Como os Vocacionais funcionavam em período integral, muitas horas da grade eram dedicadas às artes industriais, plásticas, economia doméstica e práticas comerciais. As disciplinas ajudavam no entendimento das realidades locais e eram uma maneira de construir conceitos estudados em sala de aula, unindo teoria e prática.


Texto completo em:
http://revistaeducacao.uol.com.br/textos/109/artigo233889-1.asp



Título [Principal]: Os ginasios vocacionais : a (des) construção da história de uma experiencia educacional transformadora (1961-1969)

Autor(es): Daniel Ferraz Chiozzini
Palavras-chave [PT]:
Educação vocacional , Educação,
Titulação: Mestre em Educação
Banca:
Ernesta Zamboni [Orientador]
Resumo:
Resumo: Este trabalho consiste em um estudo histórico sobre os Ginásios Vocacionais, uma experiência educacional desenvolvida entre 1961 e 1969, no estado de São Paulo, investigando suas origens, contradições, crises internas e externas. Foram retomadas algumas propostas educacionais anteriores, que direta ou indiretamente influenciaram sua construção, assim como o processo político relacionado a sua implantação, tanto no estado como no país. Também foram resgatados, através de depoimentos e análise de fontes primárias, visões distintas e inexploradas sobre o início e desenvolvimento do projeto. A pesquisa foi baseada na análise de Documentos do Acervo Histórico da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, depoimentos de dois educadores que participaram da experiência e na bibliografia sobre o assunto.

Abstract: This work consists in a historical study about the "Ginásios Vocacionais", an educational experience developed from 1961 to 1969, in the state of São Paulo, investigating its origins, contradictions, internal and external crises. Some previous educational proposals, which direct and indirectly influenced its construction, were recovered, as well as the political process in the country and in the state of São Paulo concerned to its establishment. Through interviews and the analysis of documents of that period, unexplored and distinct versions of the begining and the development of the project were also retaken. The research was based on the analysis of documents of the Acervo Histórico da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, on reports of two educators who participated of the experience and on the bibliography about the subject.
PDF em: 

Várias Teses sobre os Ginásios Vocacionais

http://vocacionalforever.blogspot.com.br/2008/07/ha-dezenas-de-teses-sobre-os-ginasios.html


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